sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tudo Novo

E eu cheguei
sem chão, sem tostão
nem um pão pra me fartar
vagando nas idéias e trilhos
pensamentos maltrapilhos
pendurado pelas alças
da coragem, e a necessidade
tão devassa, de me provar

E eu só sei
que o socrático
nada sabe, e se soubesse
não faria lei só por saber
Sei, que a incerteza
é o esquivo prazer
de querer ser,
sem saber o que
nem pra que
e pra que saber?

E eu amei
de eriçar, de gritar
de repetir nome
na frente do espelho
amor de largar tudo
quero casar !
não quero mais
demais amei
amei pra ver
se o amor dizia
o que queria ser
se só um amor vadio
feito esses tantos por aí
ou quem sabe um amor de brio
feito desses de rainha e rei.


Arthur Vital

5.12.2008

2 comentários:

wagner disse...

Hei!! você Harthur mas quem não deseja amar, é igual a todo mundo tem um proposito um sentido pois grite o nome de quem ama , ria também e relaxe a mente,talves você tenha o que deseja o que queria que seja tudo novo.
Realmente muito tocante essa sua poesia

Arthur. disse...

valeeeu =)