Minha inspiração é boêmia
movida a luar e cigarras
Da noite eu faço os versos
escuros escritos, cheios de farra
palavras em bandeira dois
Golfando esses verbos embriagados
que andam nos becos cegos de treva
gritando e doentes de rir,
caídos de lado, trovadores de sarjeta
essa é a causa dessas rimas perdidas
das imagens distraídas, desse ritmo torto
de poesia-esboço, que não sabe pra onde ir
que quando chega a alvorada
lembra o caminho de casa
e se esquece que na última madrugada
foi poesia debochada, não ligava pra nada
mas foi feliz.
Arthur Vital
28/11/200
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