sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Poesia Empalhada

Madruguei olhando a lua
Me estufei de poesia
Empalhei-me de palavras
letras nuas, soltas no papel

Se a vida anda crua
e o sangue correndo a vácuo
Me perdôo por não ter
minhas dores sob um véu

Não roguei a transparência
Nem as chaves do armário
mas parece penitência
ter o peito feito aquário

Sem Acará, nem Lambari
é vazio, cheio de vão
minha palha chama arte
e a agulha, inspiração.


20/11/2008

Arthur Vital

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