Um pássaro, livre e selvagem
que tem vida independente
canta, voa e as vezes sente
Bate asa embriagado
de brisa e libertinagem
Que faz dos seus vôos só
combustível do pecado
Entranhado com as corujas
e com tudo que é virado
Num passeio cotidiano
Se encantou por uma ave
não estava nos seus planos
Esses bichos de gaiola
Ele, é ave de rapina
Que só quer gozar da vida
Diz que nunca se inclina
Por bobagens de paixão
Mas o ser lá da gaiola
era tão encantador
Seduziu a passarola
Despertou-lhe um amor
Se envolveram, entre-grades
sem ligar para o mais tarde
só comendo de vaidade
de luxúria e pouco arroz
Eis que um dia o esperado
Nosso pássaro danado
Sem querer se apaixonou
E ficou tão desolado
encontrou um obstáculo
Entre ele e seu amor.
19/11/2008
Arthur Vital
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