quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pássaros

Um pássaro, livre e selvagem
que tem vida independente
canta, voa e as vezes sente
Bate asa embriagado
de brisa e libertinagem

Que faz dos seus vôos só
combustível do pecado
Entranhado com as corujas
e com tudo que é virado

Num passeio cotidiano
Se encantou por uma ave
não estava nos seus planos
Esses bichos de gaiola

Ele, é ave de rapina
Que só quer gozar da vida
Diz que nunca se inclina
Por bobagens de paixão

Mas o ser lá da gaiola
era tão encantador
Seduziu a passarola
Despertou-lhe um amor

Se envolveram, entre-grades
sem ligar para o mais tarde
só comendo de vaidade
de luxúria e pouco arroz

Eis que um dia o esperado
Nosso pássaro danado
Sem querer se apaixonou
E ficou tão desolado
encontrou um obstáculo
Entre ele e seu amor.

19/11/2008

Arthur Vital

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