quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Máquina

Eu sou a máquina
o moinho gerador
energia térmica
forno à paixão

Suor descendo entre as calhas
lubrificando os engenhos
ofegante força pneumática
sem compasso, pouco tenho

Ou a lenha me alimenta
estalando, é fogueira
é poeira, é cinzenta
é finada a motriz

E o mecânico que
de nada me adianta
que só brada:
"se alevanta! se alevanta!"

e desligo por motivos vis

20/11/2008

Arthur Vital

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